DEBATE
SIM
Na maioria dos casos, as experiências com animais são dispensáveis, podendo ser substituídas por outras alternativas. Eles pensam de uma forma discriminatória, não respeitam a vida desses animais, que são tratados apenas como objetos de experiência. As faculdades e hospitais universitários precisam mudar alguns conceitos. Um bom exemplo foi a comissão de ética criada na USP para proteger animais, fazendo um controle e uma avaliação mais rigorosa sobre a real necessidade de usar os bichos nas experiências. Infelizmente vivemos em um país de terceiro mundo em que determinados interesses sobrepõem o direito do animal. Essa é uma cultura que demora a mudar. Teremos que esperar uma nova geração mais consciente para dar aos animais o respeito a que eles merecem.
Andréa Jacomossi Sant'Anna, médica
NÃO
O objetivo principal da ciência não é provocar extinção de espécies, mas sim buscar novas medicações, novas alternativas onde se possa amenizar o sofrimentos de muitos doentes sem esperança. Em vez de se preocupar com experiências que podem ser positivas para o avanço da humanidade, porque não se preocupar com a extinção de espécies valiosíssimas como as araras azuis, mico leão dourado e outros animais que estão sendo dizimados por ganância financeira ou para satisfazer desejos de colecionadores? A ciência sempre foi criticada por buscar a verdade, trazer esperança. É preciso deixar a utopia de lado. A ciência faz parte de nossas vidas e é necessária para trazer a realidade aos nossos pés, para não vivermos somente à espera de um milagre.
Nilton César Santiago, médico





