DEBATE
SIM
Em uma turma especial, com professores devidamente capacitados, poderão ser trabalhadas as dificuldades específicas do aluno. Se ele é obrigado a estudar em uma turma normal, o professor acaba sendo induzido a nivelar o ensino por baixo para facilitar o aprendizado dos repetentes. Fazendo isso, todo mundo sai perdendo, principalmente o repetente que pode ser ridicularizado pelos colegas devido às suas dificuldades de aprendizado. O mais importante é que seja estabelecido critério para diagnosticar os motivos que levaram este aluno a repetir de ano. Só assim, depois de saber quais são as reais deficiências daquele estudante, será possível decidir se ele pode fazer parte de uma turma normal ou terá que ser encaminhado à turma especial de repetentes.
Adalberto Brandalize, consultor
NÃO
Sou contra a criação de classes exclusivas para repetentes, pois isso tornaria a ação pedagógica muito mais difícil para os professores. Se um aluno repetente já costuma incomodar dentro da sala de aula, imagine como será controlar uma sala inteira de alunos com problemas graves de comportamento ou mesmo com deficiência de aprendizagem. Misturar os alunos é essencial, até como forma de o próprio grupo dar limites e bons exemplos aos alunos com comportamento desviado. Vale lembrar que uma família dedicada ajuda tanto ou mais que a escola. Um aluno com bons exemplos em casa sem dúvidas terá um bom comportamento na escola. Os pais têm um papel fundamental na formação de caráter dos filhos, enquanto a escola serve como um complemento disso.
Marcos Pedron, autônomo





