SIM
Os últimos governos, principalmente o atual, mentem quando afirmam que a educação é prioridade. Para conseguir índices e melhorar o IDH, cria-se um mundo do faz de conta: o governo paga mal, o professor ensina pouco, o aluno - devido à precariedade do sistema - é desinteressado. Como o professor não tem apoio do governo, sente-se impotente para ensinar. O resultado está aí: uma legião de diplomados semi-analfabetos e inaptos para o mercado de trabalho. Enquanto não pagar bem os mestres e equipar melhor as escolas para que o ensino seja atraente, e ainda filtrar quem quer aprender e ter uma profissão de quem só vai à escola porque é obrigado, nada mudará. Só com estas medidas teremos ensino de qualidade para quem quer estudar e fazer diferença no futuro do país.
Adalberto Brandalize, consultor

NÃO
Não se pode afirmar que a educação brasileira é uma instituição falida porque, apesar de todas as deficiências, ela ainda existe e consegue construir bons frutos para a sociedade. Se não fossem os avanços em alguns setores da educação, estaríamos convivendo em uma sociedade muito pior. Claro que ainda temos muito o que melhorar, como por exemplo as disciplinas escolares. É preciso que os professores abordem temas como compromissos sociais, regras de economia e de relações públicas, e noções de cidadania. O aluno precisa ser mais bem preparado para encarar os desafios do mundo e não ficar apenas aprendendo tabuada, contas de somar, em aulas essencialmente de decoreba. Isto só serve para ele alcançar as notas e passar de ano, mesmo que não tenha aprendido nada.
Clésio Ribeiro, jornalista

mockup