SIM
A crise no Oriente Médio só tem uma chance de acabar: o diálogo constante entre as partes envolvidas. Israelenses e palestinos devem reiniciar do zero suas relações e promover encontros constantes, mas tudo deve começar pela população. Neste processo, a educação pode ser uma ótima aliada. Não adianta ficar julgando uns aos outros. Os homens-bomba já mostraram que isso não vai resolver. Sabemos que o conflito nessa região é histórico, e a criação do estado de Israel depois da Segunda Guerra apenas acirrou os nervos de ambos os lados. A paz é possivel, mas depende de estarmos prontos a perder em alguns pontos. Em um acordo não há meios de todas as partes ganharem tudo o que desejam, mas é a melhor maneira de todos sairem vencedores e sem mortes.
César Eduardo Pinheiro, professor

NÃO
É muito difícil acreditar em um processo de paz no Oriente Médio porque há um jogo de interesses muito grande e ninguém quer ceder. Quando um conflito envolve aspectos religiosos, fica praticamente impossível pensar em um fim pacífico. Mudar valores políticos, econômicos, por incrível que pareça, é muito mais fácil do que mudar valores religiosos. É uma situação muito complicada porque se trata de um território sagrado. Como se não bastasse isso, outros países ainda interferem no conflito em nome dos interesses próprios. Os Estados Unidos são o principal exemplo, e estão se metendo nesta briga porque sabem que serão beneficiados. Se os interesses ficassem restritos só a israelenses e palestinos, dava para ser mais otimista em relação à paz.
Jonas Vieira da Costa, professor

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