DEBATE
SIM
Hoje tudo é movido a energia. Muito se gasta e pouco se produz, então o risco de sofrermos um novo apagão no país deve ser considerado e levado a sério. Mesmo em cidades pequenas, onde o consumo não é tão grande, são registradas quedas freqüentes de energia. Infelizmente alguns grupos de ambientalistas não querem que construam novas hidrelétricas para aumentar o abastecimento de energia no país nos próximos anos. Só que estes mesmos ambientalistas não conseguiriam viver sem energia, ficar um dia inteiro sem geladeira, televisão. Querem mordomias e não querem sacrifícios. O governo deve sim pensar em novas estratégias de produção de energia, caso contrário vamos certamente ficar no escuro em um curto espaço de tempo. Ainda é tempo de se proteger do problema.
Maria Inez Lauber, comerciante
NÃO
No Paraná, temos a Copel que é auto-suficiente para garantir energia para todo o Estado. Mesmo com o crescimento das indústrias e o aumento da demanda até mesmo nas residências, a Copel tem investido em usinas para acompanhar esta evolução. Alguns exemplos são a usina de Salto Caxias, a construção de outra usina na região de Pato Branco e a reforma da Usina Apucaraninha. Isso sem contar a implantação da Usina Hidrelétrica Mauá, que está emperrada por algumas discussões ambientais. Diante destes investimentos, não há porque se preocupar com um apagão energético nos próximos anos. Se não tivesse recursos, aí sim poderíamos ficar alerta. Mas os R$ 7 bilhões que devem ser aplicados nos próximos três anos em melhorias no setor nos trazem a garantia.
Claudinei Pinheiro, técnico em telecomunicações





