DEBATE
SIM
Sou favorável à distribuição gratuita nas escolas. Tendo ou não o preservativo, os jovens vão explorar ao máximo seus limites. Não tenho dúvidas de que, com a oferta de preservativos, os adolescentes estarão mais seguros quanto à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e à gravidez indesejada. Mas também é necessário um trabalho que desperte os jovens para a maneira adequada e a consciência de como fazerem sexo de forma segura, preservando a saúde e a auto-estima deles. O ato de distribuir preservativos no ambiente estudantil é uma maneira que a sociedade encontrou para dar um voto de confiança e demonstrar aos mais jovens que sexo seguro faz parte da dignidade humana. Proibir ou restringir o acesso só vai piorar a situação.
Marcelo Nascimento, estudante
NÃO
A cultura do jovem brasileiro faz com que a sociedade como um todo não esteja preparada para assumir esta responsabilidade. Distribuir preservativos nas escolas é a mesma coisa de incentivar os jovens para que transem à vontade, mostrando a eles que está tudo liberado, sem limites. É preciso realizar todo um trabalho envolvendo pais, educadores, profissionais da área de psicologia e sexologia antes de sair distribuindo preservativos pelas escolas. O primeiro passo para diminuir doenças e outros problemas é formar esta educação no jovem, para só depois tomar uma atitude tão liberal. O uso da camisinha deve ser visto como uma prevenção, e não como um indicativo para a liberação sexual entre jovens e adolescentes despreparados.
Silvana Aleixo, professora





