DEBATE
SIM
Devido à proliferação de instituições de ensino pelo País e a falta de controle de qualidade mínima pelo Ministério da Educação, é inevitável que se faça um exame para aferir se o estudante recém-formado tem as mínimas condições de exercer a profissão para a qual se preparou na universidade. A maioria das instituições de ensino trabalha com o objetivo único de colocar pessoas no mercado, não importando se elas são capazes de ser bons profissionais ou não. Concordo com o exame como requisito, mas desde que seja feito periodicamente e tenha um critério bem definido. Afinal de contas, criar um exame que seja feito uma única vez durante toda vida profissional não me parece a solução, conforme comprova o Exame da OAB.
Nélio Biá, advogado
NÃO
Tenho um certo receio sobre o projeto que institui um exame para obter registro profissional. Pegando como exemplo o exame da OAB, percebemos que de uns anos para cá a seleção ficou muito mais criteriosa. A impressão que se dá é que foi estabelecido um limite de aprovados no exame, uma espécie de cota que acaba selecionando demais os recém-formados no curso de Direito. Claro que com o alto número de universidades abertas no país a concorrência ficou mais acirrada, mas você não pode tirar da pessoa que investiu tempo e dinheiro nos estudos o direito dela exercer a profissão. Mesmo porque nós sabemos que no Brasil tudo é possível, inclusive a criação de uma máfia para manipular os resultados dos exames e desvirtuar o objetivo deste projeto.
Maurício Rocha, estudante





