SIM
Em partes, sim. O que o presidente da Copel quis dizer com essa declaração é que, se o cidadão quer que a Sercomtel continue em Londrina, não seja privatizada, deve prestigiar a empresa. Alguns são incoerentes em se mostrar contra a privatização e ao mesmo tempo usar os serviços de outra operadora. O cidadão também tem responsabilidade por não fiscalizar o que foi feito com o dinheiro da venda de 45% das ações. Se aquela verba fosse aplicada corretamente, a empresa estaria muito mais forte, ampliaria a área de atuação e não seria engolida pela concorrência de outras telefônicas. Como a sociedade não se mobilizou e o mau gerenciamento político do dinheiro prevalesceu, a empresa chegou a este nível de precisar ser privatizada para sobreviver no mercado.
Mário Jorge de Oliveira Tavares, engenheiro

NÃO
O cidadão cumpre apenas seu papel de consumidor e não pode ser considerado culpado pelo andamento de uma empresa. Ele tem que fazer prevalescer seu direito a escolha, não ser obrigado a usar aquela companhia. Faz parte das obrigações da empresa prestar um serviço cada vez melhor ao consumidor para atrair novos clientes. A responsabilidade é da Sercomtel enquanto empresa, que necessita de boa administração para ser forte no mercado de telefonia. A Sercomtel precisa se adequar à nova realidade, com a concorrência forte entre as empresas do setor, e aproveitar melhor os recursos que têm para se atualizar sempre. É muito fácil botar a culpa no cidadão quando, na verdade, os responsáveis pela empresa não saber valorizar o bem que tem em mãos.
Nilton César Santiago, médico

mockup