DEBATE
SIM
Ainda não existem estudos conclusivos a respeito da manipulação de células embrionárias. Esta idéia vai na contra-mão da história. Temos que matar um embrião humano para dar vida a outros, então alguma coisa está errada. Por isso, é muito prematuro permitir o estudo destas células sem que haja uma discussão aprofundada sobre o assunto. Houve muita demagogia na aprovação da Lei de Biossegurança, por isso a preocupação em não se precipitar. Não sou contra o avanço da ciência. Sou a favor de pesquisas feitas com responsabilidade. As experiências feitas até o momento com células adultas demonstraram excelentes resultados. Não vi nenhum resultado efetivo com as células embrionárias, só especulação. Qual o motivo então para provocar a morte de fetos?
Hidekazu Takayama, deputado federal
NÃO
O artigo 5º da Lei de Biossegurança, aprovado em 24 de março de 2005, permite a utilização de células tronco embrionárias excedentes obtidas nas clínicas de fertilização assistida ''in vitro''. Os embriões não implantados no útero da mulher dentro de três anos perdem a viabilidade biológica, portanto não é crime utilizá-los para salvar outras vidas. Pelo contrário, será um ato de amor dos genitores doá-los para o bem da ciência, a exemplo da doação de órgãos dos falecidos em acidentes. São duas opções: desprezá-los ou então doá-los para fins de pesquisa científica. Diante destas possibilidades, por que não utilizá-los para pesquisas e terapias que poderão no futuro beneficiar portadores de doenças graves e até o momento incuráveis como a Doença de Alzheimer?
Kiyomi Nakanishi Yamada, professora de Bioética na UEL





