DEBATE
SIM
A Copel tem sim que participar deste leilão das praças de pedágio. Ela é dos paranaenses e, conseqüentemente, o dinheiro arrecadado será revertido para o estado. A Copel é uma empresa de qualidade em todos os serviços que presta, e com certeza conseguirá administrar bem e reduzir as tarifas de pedágio. A partir daí, vai refletir nas outras concessionárias e aumentar a pressão para que elas baixem também. O pedágio é um mal irremediável, e já que o governador Requião não conseguiu cumprir a promessa de acabar com a cobrança, a entrada da Copel vai ser uma forma de combater este cartel de concessionárias, que fizeram contratos muito bem amarrados com o governo da época. O certo seria não ter pedágio, mas como isso não é possível devemos apoiar a entrada da Copel na disputa.
Regiane da Silva, gerente
NÃO
O foco da Copel deve ser o mercado de energia, não pode ser desviado para o transporte. O preço da energia ainda é muito alto no Paraná, e a Copel deveria trabalhar na elaboração de projetos para aprimorar a distribuição e baratear os custos. Não pode se aventurar em outros mercados antes de antender as necessidades da população. A Copel é uma empresa de capital público, então o primeiro objetivo deve ser beneficiar os contribuintes do estado no produto que ela oferece. Esta iniciativa de participar do leilão das praças de pedágio é uma maneira do governador desviar o foco para uma promessa de campanha que ele não cumpriu. Como não conseguiu baixar nem acabar com o pedágio no Paraná, ele tenta se justificar usando a Copel para entrar na briga das concessionárias.
Adalberto Brandalize, consultor





