SIM
  Não seria justo o time de pior campanha ser campeão. Com a tabela, o que mais vale e vigora é a pressão psicólogica, a obrigatoridade por bons resultados, o comprometimento e a certeza de que quem melhor equilibrar tais emoções se sagrará campeão. Muitos dos principais campeonatos mundiais destacam a fórmula por pontos corridos, que considero a mais justa. O modelo antigo de disputa, com oitavas de final e demais fases eliminatórias, muitas vezes contemplava a sorte, o momento, ignorando todo o histórico de bons resultados de, por exemplo, um primeiro colocado em relação à equipe que ocupou a quarta colocação na fase de classificação. Cito, como exemplo, a campanha do São Paulo que, neste ano, a exemplo dos últimos, tem tido ótimo aproveitamento. Seria injusto não ser campeão.
  Eder Santini, comerciante

NÃO
  Pode ser o sistema mais justo, mas, com certeza, não é o mais emocionante nem o mais rentável para os clubes. O campeonato torna-se desnecessariamente longo com a fórmula. Na década passada, com o mata-mata e as rodadas que culminavam em oitavas, quartas-de-final, semifinais e final, tínhamos mais emoção, as pessoas acabavam se reunindo em churrascos, confraternizações, tudo para acompanhar os jogos e rodadas. Hoje, com o sistema de pontos corridos, muitos times escalam suas equipes reservas, priorizando outras competições eliminatórias. A Libertadores da América, em âmbito continental, e a Copa do Brasil, por aqui, são exemplos. Uma pena que esta seja sempre o ‘‘plano b’’, uma vez que reúne as equipes que não obtiveram êxito para competir na Libertadores.
  Wagner Stochi, policial

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