SIM
A medida que obriga o SUS a pagar as cirurgias de mudança de sexo é um grande avanço na conquista do direito de uma minoria excluída da sociedade. São muitas pessoas que não se sentem satisfeitas com sua natureza sexual e apelam para outros procedimentos sem nenhum cuidado, agredindo o próprio corpo. Um exemplo são as travestis que injetam silicone por contra própria e acabam tendo sérias complicações por conta disso. No final das contas, vira um problema ainda maior, porque resulta em mais gastos para a saúde pública. Está claro que a sociedade civil ainda é bastante conflituosa quanto aos temas relacionados à homossexualidade e o preconceito ainda existe. Mas me alegra que os passos estejam avançando lentamente rumo à conquista de direitos.
Raquel Basilone, estudante de Ciências Sociais


NÃO
O Sistema Único de Saúde (SUS) não consegue atender nem pacientes que precisam urgentemente de assistência médica, quanto mais fazer cirurgias de mudança de sexo. A realidade do nosso País não permite. Até quando se procura a saúde pública para casos simples como consultas e exames é difícil conseguir atendimento, por causa de equipamentos quebrados. Sem contar que muita gente acaba perdendo a vida devido a este atendimento deficitário, por falta de leitos e médicos que ganham pouco, principalmente nas regiões mais pobres. Por isso acredito que devem ser priorizados estes casos mais urgentes na saúde pública do país. Se tudo estiver funcionando da melhor forma, certamente sobrará tempo e recursos para o SUS oferecer as cirurgias de mudança de sexo.
Sérgio Toreto, escriturário

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