SIM
Da mesma forma que os deputados não devem ter privilégios, os promotores de Justiça não podem fazer o que bem entendem. Respeito muito o Ministério Público enquanto instituição importante para o funcionamento do país, mas alguns promotores têm poder excessivo em mãos e abusam disso. Tem promotor que faz a denúncia, corre para a imprensa e quando há o julgamento fica provado que a denúncia não procedia, deixando pessoas com a imagem prejudicada. A medida deve ser tomada no sentido de barrar estes excessos. O promotor deve reunir provas concretas antes de tornar pública uma suspeita. Não são todos, já que existem bons profissionais, mas alguns procuram a imprensa querendo mostrar serviço e atuando de forma demagógica.
Dobrandino da Silva, deputado estadual


NÃO
É um absurdo a tentativa da Assembléia Legislativa de aprovar uma medida como essas, limitando a atuação de um órgão tão importante. Uma das poucas entidades em que se pode confiar atualmente em nosso país é o Ministério Público. Nem o poder Judiciário nem o Executivo tem condições de analisar os fatos com a mesma imparcialidade que o Ministério Público. Ele não é responsável por julgar os acontecimentos, mas pode levantar questões que os outros órgãos não gostariam de abordar para proteger os próprios cargos ou colegas envolvidos em irregularidades. Limitar o poder do Ministério Público é uma das poucas coisas que faltam para desmoralizar de vez o poder em nosso Brasil. Se isso for aprovado, aí não teremos mais em quem confiar.
Denise Queiroz Segantin, advogada

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