DEBATE
SIM
Hoje o agente penitenciário não pode coibir certas coisas que acontecem em nosso sistema prisional. No caso de presos doentes ou que irão para julgamento, é preciso chamar e aguardar a escolta policial, o que às vezes demora um certo tempo. Com o poder de polícia, os próprios agentes que já estão lá dentro podem fazer isso e acelerar o processo. Quando há uma fuga, os agentes têm que comunicar a polícia, fazer um boletim de ocorrência, para daí ir atrás dos foragidos. Se os agentes assumissem esta tarefa, as chances de recaptura seriam muito maiores. Sem falar na redução dos crimes cometidos dentro da penitenciária, que seriam combatidos mais fortemente, e nas ocorrências de rebeliões, que poderiam ser contidas logo no início pelos agentes.
Arnaldo Faria de Sá, deputado federal
NÃO
Não podemos misturar o trabalho externo da polícia, de prevenção e repressão ao crime nas ruas, com o trabalho interno dos agentes. A idéia de dar poder de polícia a estes profissionais não vai interferir em nada no trabalho que é feito dentro dos presídios. É a mesma coisa permitir que os agentes tenham porte de arma. Isso não vai fazer com que eles tenham mais segurança ou possam evitar crimes e rebeliões pelo simples fato de estarem armados. É um contra-senso, porque a tarefa do agente é cuidar dos presos, não prender. Não acredito que este poder ou nova função deva ser dado ao agente, porque ela não se faz necessária. Se o agente estiver bem preparado, tiver sido treinado adequadamente, consegue executar seu trabalho da melhor forma.
Wilson Francisco Moreira, agente penitenciário





