SIM
Quem tem que se deslocar para cidades vizinhas de praças de pedágios para trabalhar todo dia está um pouco aliviado. É uma medida que representa o início do ideal dos ‘‘caminhos da liberdade’’. Se não podemos deixar de pagar, que se façam mais e melhores estradas e pelo menos beneficie quem é atingido diretamente pelo pedágio. Espero que este exemplo seja seguido pelo legislativo de Londrina, impedindo o morador do Centro da cidade de ser cobrado e multado por estacionar na frente de sua própria casa pelos agentes da Zona Azul. Ou, talvez, que se estenda a cobrança por toda a cidade para que ninguém estacione e assim atinja o objetivo: vagas para todos os que chegam de fora para turismo, compras, motivos de saúde, abastecendo a ganância do poder público.
Sebastião Ferreira Macedo, consultor

NÃO
Acho que a Assembléia Legislativa não foi feliz nesta decisão sobre as praças de pedágio, pois se os habitantes destas cidades passam várias vezes por dia pelo pedágio para trabalhar, representantes comerciais e motoristas de transporte autônomos também teriam o mesmo direito. Muitos deles só têm o carro e o caminhão para tirar o sustento da família e sofrem com o preço abusivo das tarifas de pedágio. Os princípios éticos dizem que as leis devem ser sancionadas para o benefício de todos, sem distinção. O problema é que, no Brasil ocorre justamente o contrário, as leis só funcionam para beneficiar interesses de correligionários políticos, nunca pensam em servir quem é diretamente atingido por isso, como é o caso de quem trabalha pelas estradas do Paraná.
João José Francisco, chefe de segurança

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