DEBATE
SIM
Sou favorável à prorrogação da CPMF até 2011, pensando em construir acordos para reduzir gradativamente a alíquota e destinando 20% para estados e 10% para municípios. O governo não tem como abrir mão desta arrecadação, porque precisa de receita para pôr em prática as obras de infra-estrutura previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Além disso, considero a CPMF o imposto mais justo que existe, porque você só paga quando movimenta dinheiro, e às vezes acaba nem percebendo o desconto. Muito melhor do que impostos que chegam em carnês para pagar, que pesam muito mais no bolso do contribuinte. Claro que quem movimenta muito dinheiro, como as grandes empresas, sente um impacto bem maior do CPMF, mas isto também é um sinal de lucro para a empresa.
Neucimar Fraga, deputado federal
NÃO
Acho esta prorrogação um absurdo. Se pelo menos o imposto tivesse sido totalmente utilizado para os fins a que se destinou, até concordaria com a prorrogação. Mas tendo em vista que a saúde não melhorou no país depois de toda essa arrecadação, pelo contrário, já que em alguns locais do Brasil até piorou, não teria porque manter. Apenas 40% desta arrecadação do CPMF foi para o INSS, e o restante foi usado para pagamento de parlamentares, ou seja, novamente a população paga a conta de gestores incompetentes que sempre gastam mais do que arrecadam. Está mais do que na hora do brasileiro acordar e eleger como governantes pessoas capacitadas em gestão, não políticos que não entendem nada de administração pública e desperdiçam nosso dinheiro pago em impostos.
Rosimeire Zamoner, empresária





