SIM
O senador Antonio Carlos Magalhães era considerado um dos mais antigos coronéis em atuação na política nacional. Com a morte do senador, encerra-se um ciclo político de atraso na Bahia e no Brasil. Esse ciclo deve dar lugar aos herdeiros políticos que possuem uma nova forma de entender a política do ponto de vista de comprometimento social. ACM foi um modelo de oligarca, intérprete perfeito de nossa história medieval, ainda em pleno andamento. Já existe um outro tipo de coronelismo, talvez ainda pior pela sua abrangência: o ''coronelismo midiático'', que açoita as mentes conduzindo-as ao golpe daqueles que a elite determina que sejam derrubados. A era do ''Carlismo'' se foi, mas deu lugar ao coronelismo do século 21.
Fernando Rizzolo, advogado

NÃO
Essa política mandonista, de dependência pessoal, vai continuar mesmo após a morte de ACM. Ainda temos exemplos como o dos senadores Renan Calheiros e Fernando Collor, que concentram muito poder e comandam estados socialmente atrasados. Em estados mais desenvolvidos, o jogo político é bem mais disputado, dificultando essa concentração de poder. Antonio Carlos Magalhães era mais um representante deste estilo de governar, facilitado pela democracia de massa. Foi um dos poucos políticos que conseguiu ficar próximo dos governos tanto da ditadura militar quanto do período da abertura política. Esse capital político conquistado por ele na Bahia tende a acabar, mas outras figuras continuarão exercendo a política mandonista no país.
Adriano Codato, professor de Ciência Política da UFPR

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