SIM
As farmácias estão ampliando o rol de produtos vendidos, distanciando-se da característica de estabelecimento de saúde. Não só alimentos, mas até sandálias e cartões telefônicos são vendidos na farmácia, e isso é errado. Estes estabelecimentos têm que prestar serviços de acordo com a responsabilidade que a saúde exige, e para isso devem obedecer determinados critérios. Não há uma justificativa razoável para permitir a venda destes produtos. Alguns alegam que facilita a vida da população, sustenta o faturamento, mas isso causa riscos sérios à saúde, porque acaba estimulando indiretamente o uso irracional de medicamentos, causando intoxicações. Farmácia é lugar de atendimento à saúde da população, não pode servir de loja de conveniência.
Pedro Ivo Ramalho, chefe da assessoria técnica da Anvisa


NÃO
Qualquer comércio deve, além de oferecer um bom atendimento a seus clientes, diversificar seus produtos e marcas para se manter no mercado e conseguir um certo lucro. Sendo assim, acho inviável proibir que farmácias negociem produtos alimentícios. Se os postos de gasolina podem vender de tudo, por que as farmácias não podem? Além disso, a farmácia é o único tipo de comércio que funciona 24 horas por dia e se torna muito importante para o consumidor ter acesso a um número maior de produtos. Já que Londrina não possui aquelas famosas lojas de conveniência que vendem de tudo durante o dia todo, nada mais justo do que essas farmácias 24 horas venderem alimentos. Assim, em qualquer imprevisto, saberemos onde correr para comprar.
Cesar Eduardo Pinheiro, professor de história

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