SIM
Seria uma medida interessante, desde que seja respeitado o que é negociado com os trabalhadores. A decisão deve ser deles. Se não estiverem contentes, que se acabe com a contribuição. Mas aí precisa encontrar outro tipo de contribuição negocial, como já existe em discussão na Câmara. Da forma como está agora, não vai fazer tanta diferença no movimento financeiro dos sindicatos, já que a contribuição representa apenas 15% da receita. Não dá para o sindicato sobreviver dois meses com isso. Por outro lado, se não for legalizado um outro tipo de contribuição que agrade aos trabalhadores, 80% dos movimentos sindicais vão fechar. O trabalhador ficaria desprovido de ajuda, e teria a quem recorrer em alguns casos.
Sebastião R. Silva, presidente do Sindicato
dos Metalúrgicos de Londrina

NÃO
É mais uma medida que o Governo quer tomar para restringir a ação dos movimentos sindicais no país. Vivemos no capitalismo, onde o melhor sindicato é aquele que não existe. O lucro está cada vez mais nas mãos dos patrões. O dinheiro pode sair do bolso do trabalhador, mas não sai do lucro dos empresários. Quando o trabalhador recebe o holerite e vê a coluna de descontos com INSS, Imposto de Renda, a única coisa que sobra para o Governo tirar é a contribuição. Infelizmente, é uma cultura do trabalhador brasileiro, que deixa essa questão em segundo plano. Sem essa contribuição, perde-se representatividade, pois os sindicatos servem como trincheira na luta pelos interesses do trabalhador.
João Batista da Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Londrina

mockup