DEBATE
SIM
Existe a preocupação permanente com o crescimento da frota de veículos. O problema é que, às vezes, a solução não vem na mesma rapidez em que a frota cresce. Temos várias obras na cidade que visam esse aumento de veículos, como a duplicação da Goiás e da Harry Prochet. A obra da Avenida Ayrton Senna, que atende ao crescimento da região da Gleba Palhano, também é um exemplo. A frota de veículos em Londrina cresce, em média, 7% ao ano, um número muito alto em comparação com cidades do mesmo porte. O caso mais complicado é o do centro. Uma saída, no futuro, será a proibição de locais de estacionamento para liberar a terceira faixa de pista, além de incentivar o uso do transporte coletivo.
Álvaro Grotti Junior, diretor de trânsito da CMTU
NÃO
Não é só o caso de Londrina, mas nenhuma cidade se prepara previamente para um aumento no número de veículos a longo prazo, considerando o pouco recurso que existe para o setor. Essa preparação também passa por uma mobilização política para atender as demandas da cidade. No caso da Rua Goiás, por exemplo, a obra parece não andar. Londrina tem problemas no fluxo de veículos em determinados horários e locais, como saídas de colégios que causam a retenção do trânsito. Faltam algumas soluções pontuais, mas no geral o trânsito é muito bom para quem compara com cidades como São Paulo. No entanto, quem vem de cidades menores, é bem provável que ache o trânsito caótico em alguns pontos. Na minha opinião, Londrina ainda é uma cidade tranqüila para trafegar.
José Renato Pacca, engenheiro de trânsito





