DEBATE
SIM
É um trabalho que tem responsabilidades semelhantes ao de muitos outros, e não justifica eles trabalhem menos. Todo benefício concedido a alguém em detrimento do outro é um previlégio e, portanto, discriminação. Aumentando a carga horária, certamente ajudaria a amenizar o problema na rede pública de saúde. Existe uma deficiência de pessoal, que pode ser compensada com o aumento das horas de trabalho. A falta de profissionais prejudica o atendimento, já que os pacientes são obrigados a ficar horas na fila. Também não basta apenas aumentar a carga sem ter um controle maior sobre o cumprimento do horário. A maioria dos servidores da saúde presta um bom trabalho, mas deve cumprir sua função normalmente, sem nenhum privilégio de tempo.
Adalberto Brandalize, administrador
NÃO
Aumentar a carga horária vai contra um decreto do governo anterior e o Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS). A carga horária para quem trabalha com insalubridade, casos técnicos, bioquímicos, entre outros, era de 24 horas. Agora o governo quer que o servidor complemente as 40 horas com outras atividades. Como um bioquímico, que tem curso superior completo, vai se sujeitar a exercer outra atividade que não tem conhecimento? Também deve aumentar os casos de doença no trabalho, e aí ficaria ruim até para o próprio governo. Estão sendo descontadas horas de mais de 500 funcionários. É um prejuízo muito grande. Sem contar que médicos continuam com 20 horas, o que configura ainda uma discriminação com os demais funcionários e causa polêmica.
Isaltina Pires Cardoso, diretora do Sindsaúde





