SIM
Sou favorável à prática do lobby em seu real sentido e aplicação, uma vez que só traz benefícios. Nos Estados Unidos e em outros países, ser lobista é carreira reconhecida e remunerada. No Brasil, pela não-regulamentação da atividade, o que acontece é a perpetuação da lei da vantagem, da propina, do dinheiro ''por debaixo do pano''. O lobby, em si, uma vez regulamentado e bem delimitado, só viria a pôr fim aos casos Vavá e similares. Lá fora, praticar o lobby é criar meios para uma propaganda positiva, trazer à tona uma publicidade que traga bons resultados, ou seja, uma ação conjugada. Converter o lobby em prática natural de mercado é sinônimo de mais dinheiro, mais fiscalização e mais retidão.
Maria Fernanda F. Vargas, publicitária


NÃO
Não sou favorável ao lobby porque o conceito que envolve a prática está completamente deturpado. Se analisarmos o ambiente político, em especial, percebemos que a prática só faz beneficiar a corrupção, a lavagem de dinheiro, entre outras notícias que ganham as manchetes. No tempo em que trabalhava em uma construtora, fazíamos o chamado lobby de marketing, ação mais que positiva, uma vez que visitávamos clientes e criávamos um estreitamento na rede de relacionamentos profissionais. Hoje, o lobby adquiriu contornos negativos: se você é indicado a ganhar um prêmio, vale a lógica do ''pague e leve''. Se há uma festa envolvendo um político, ''contribua e fique bem na concorrência''.
Christina Gordilho Tavares, empresária

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