SIM

Concordo, como no caso da USP, quando o movimento estudantil convidou a reitoria para discutir propostas e não houve resposta, diálogo. Atos como este são interessantes para chamar a atenção para os problemas nas universidades públicas. No caso da USP, a ocupação resultou em atos semelhantes em outros estados, como Rio Grande do Sul, Piauí, Alagoas e Mato Grosso. Se não houvesse esse tipo de movimento, não levantaria na mídia o debate sobre o tema. Infelizmente, alguns órgãos de imprensa criminalizam o movimento estudantil, insinuando que as assembléias são uma farsa e que partidos políticos estejam no comando. É o mesmo argumento usado na ditadura militar. Sou favorável às formas de reivindicação, porque são soluções que ampliam o diálogo.

Lucas Roberto Perucci, estudante



NÃO

Sou totalmente contra protestos que possam causar estragos ao patrimônio público, como foi o caso da ocupação da reitoria da USP. O ideal é que sejam formadas comissões para representar os estudantes e reivindicar, com tranquilidade, as questões que eles desejam debater. Atos mais radicais, na maioria das vezes, geram mais violência e resultando em confronto entre estudantes e policiais. Claro que vivemos em um país de democracia plena, com liberdade de expressão, mas sempre existe o risco da violência em protestos como este da USP. Existem meios mais pacíficos de reivindicar, como as passeatas. As ''Diretas Já'' foram um exemplo disso. Dá para chamar a atenção da mídia e da população sem usar a violência. É por isso que sou favorável ao diálogo.

Wladmir Trunckl, administrador

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