DEBATE
SIM
Apesar de ser católico e a igreja ser contra métodos contraceptivos, sou totalmente favorável a que o governo incentiva o controle de natalidade. Acho que o ideal é o casal ter dois filhos, a não ser que a família tenha condições financeiras de criar mais. Parte da população de baixa renda põe filho no mundo sem ter como criar, e o resultado aparece a longo prazo, em problemas sociais como a violência. Falta tratar do assunto nas escolas, falar de educação sexual, explicar como funcionam os métodos contraceptivos. Temos vários casos de gravidez indesejada na adolescência, que faz a pessoa perder a vivência da juventude, além de atrapalhar nos estudos. O ideal é o jovem se formar profissionalmente primeiro, para depois pensar em construir uma família.
João Carlos Queiroz, representante comercial
NÃO
É preciso trabalhar na educação e formação da pessoa, porque se for depender de controle de natalidade, vamos acabar em um confinamento de rebanho. O governo deve informar as pessoas que é possível fazer um planejamento familiar natural, através do método Billings, que é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde e não tem os problemas de medicamentos que interferem no funcionamento do corpo da mulher. Não adianta o governo distribuir camisinha, porque há uma porcentagem de falha. Isso acaba incentivando a prática do sexo que se diz seguro, mas não diminui os casos de gravidez indesejada e propicia o aumento da AIDS. As medidas que se tomam aqui no Brasil são sempre correndo atrás do prejuízo, tentando resolver o problema sem pensar na base, que é a educação.
Rinaldo Zanatto, arquiteto
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