SIM
As regiões que recebem grandes empreendimentos como as usinas de Santo Antônio e Jirau passam por processos de crescimento, com a criação de demandas de serviços e produtos. O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) fez um levantamento de todos os possíveis impactos ambientais gerados pelo empreendimento na região. No EIA são indicadas 28 propostas que tratam de questões ambientais, econômicas e sociais, voltadas para a população em torno do rio. Essas pessoas poderão ser indenizadas de várias formas: em dinheiro, ou serem reassentadas para outro local com as mesmas características da atual propriedade. Podem, ainda permanecer no local com indenização de apenas a parcela interferida, quando não inviabilizar a propriedade.
Norma Villela, superintendente de gestão ambiental de Furnas

NÃO
As preocupações ambientais são grandes, pois não foram feitos estudos que dêem conta dos impactos, principalmente a contaminação do lençol freático, já que a barragem é muito próxima da cidade. Tem muito mercúrio, por causa dos garimpos da região. Toda a população que vive do rio será prejudicada. Não há alternativa econômica na cidade e nem no próprio rio, já que depois da barragem vai ficar impróprio para pesca - devido à contaminação dos peixes - e outras atividades. O mercúrio que está no sedimento se juntará a água e a partir disso a contaminação será grave. Ao ser barrado, o rio ficará com menos água abaixo, portanto toda a navegação será prejudicada, inclusive inviabilizando o escoamento da safra de soja, que é no período da seca.
Artur Moret, doutor em planejamento energético

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