SIM
Em quase todos os pronunciamentos feitos por postulantes a cargos públicos, fala-se em mais investimento em segurança pública. Porém, nem sempre a prioridade de quem vence o pleito eleitoral é investir em segurança. A preocupação é investir em promoção pessoal e projetos para ampliar suas bases eleitorais. A segurança é um mal em que a procura pela cura ainda está nos estudos de laboratórios. Fala-se muito polícia inteligente, unificação das polícias, construção de novas cadeias e presídios de segurança máxima, diminuição da maioridade penal, ajuda das forças armadas para conter a violência. Tudo isso seria possível somente com vontade política. O fato é que ainda somos reféns de leis ineficientes que não nos dão garantir de segurança.
Wilhians Cardoso, funcionário público

NÃO
O investimento do governo deve ser, em um primeiro momento, canalizado para setores de repercussão social, como educação, saúde e infra-estrutura. A causa da violência são as precárias condições sócio-econômicas, que acabam bolsões de pobreza. Também colabora para isso a sociedade pobre em valores, que prioriza o consumismo, que acabam resultando no conflito inevitável da violência urbana. Evidentemente falta um aporte maior de recursos, mas o maior problema é a forma como eles são aplicados. Não há outro meio de combater a violência a não ser investir no ser humano. A partir do momento em que o estado salvaguarda a dignidade humana, vai colher bons frutos. Esse investimento deve ser feito para ajudar na promoção do ser humano, não como mero assistencialismo.
Celso Zamoner, professor

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