SIM
Está muito caro, e certamente poderia ser um preço melhor. É só pegar como exemplo cidades próximas como Maringá e Campo Mourão, onde a diferença no preço da gasolina e do álcool chega a R$ 0,30. Londrina tem usinas de álcool por perto, portanto essa desculpa não pode servir como justificativa. Tudo bem que a carga de impostos sobre o combustível é alta, mas o ICMS pago em Maringá é o mesmo daqui. Mesmo assim, o governo também tem culpa nessa história. Se reduzisse a carga tributária sobre os combustíveis, as pessoas iriam andar mais, fariam girar a economia do país e aumentariam o consumo. O Ministério Público já está agindo em cima do tema aqui na cidade, mas precisaria de uma investigação mais detalhada para descobrir onde está o problema.
Paulo Corso, funcionário público

NÃO
Baixar preço é difícil, porque os postos trabalham com uma margem de lucro muito pequena. O preço de Londrina não está alto, são os postos que compram o produto muito caro. Quando a promotoria obrigou os postos a baixar o preço da gasolina em R$ 0,05, na mesma semana a distribuidora aumentou em R$ 0,07. O maior problema é a concorrência desleal com postos que sonegam impostos, vendem combustível batizado ou trabalham com bomba adulterada. Apesar dos órgãos fiscalizarem estes postos, falta punição. Eles são multados, mas continuam funcionando. A população deve exigir nota fiscal quando abastece, fazer o teste de qualidade do combustível e medir a quilometragem para saber se aquele combustível está rendendo.
César Augusto Malvezi, empresário

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