SIM
A vinda do Papa Bento XVI despertou nas pessoas a ''sede'' de conhecimento, trazendo uma referência, no sentido de reforçar os dogmas da Igreja Católica. No evento com os jovens, por exemplo, foram reforçados alguns temas defendidos pela Igreja e não postos em prática pela sociedade contemporânea, como o celibato. Acredito que a Igreja dê o norte e não queira impor nada. Há muitas famílias que seguem essa direção e são felizes e, aquelas que não seguem, não podemos deixar de citar que a Igreja Católica, bem como o Papa Bento XVI, pregam o perdão e a misericórdia. Muitos encaram a palavra dogma no sentido pejorativo, o que é um equívoco, pois ela indica a luz, o caminho, como prega a doutrina cristã.
Marco Antônio Cito, empresário

NÃO
Em pleno período de discussão do projeto de lei referente ao aborto, a vinda do Papa reforça e influencia a população católica na defesa dos dogmas da religião, o que considero negativo, em especial para os movimentos sociais progressistas, que defendem questões tais como direitos sexuais, reprodutivos, divórcio e, em especial, o aborto. Esse reforço acaba por encrustar tais idéias e reaviva a posição reacionária da Igreja Católica. A vinda do Papa e seu discurso vêm em posição contrária aos direitos da mulher, que perde a opção de escolha. A Igreja influencia o Estado, uma vez que, toda vez que há um projeto que vá contra seus preceitos em discussão, lança mão de todo seu efetivo, no Congresso, implementando a ditadura da maioria.
Silvana Aparecida Mariano, socióloga

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