DEBATE
SIM
A tarifa de R$ 2 não é barata, mas é condizente com a qualidade do serviço. Motoristas e cobradores têm uma das maiores remunerações por hora do país e a frota de ônibus é novíssima, com no máximo quatro anos. Quanto à lotação de algumas linhas, a colocação de mais ônibus acabaria encarecendo a tarifa. Esses locais têm picos em determinados horários. Mas, em outros, o ônibus fica praticamente vazio. Diminui o número de passageiros, mas continua a distância percorrida, gerando gastos. Em 2006, a população voltou a usar o transporte coletivo, e tivemos cerca de 1 mi de passageiros a mais que no ano anterior, depois de quatro anos seguidos de queda. Com isso, foi possível manter o preço da passagem sem prejudicar a qualidade do serviço.
Wilson de Jesus, diretor de transportes da CMTU
NÃO
Comparando com outras cidades do mesmo porte de Londrina, o valor cobrado pelo transporte é acima da média. Além disso, o serviço prestado aqui poderia ser muito melhor. Tem um espaço de tempo muito grande entre um ônibus e outro. Isso resulta em superlotação. Um exemplo disto é a linha que vai ao shopping Catuaí e às duas universidades próximas. É uma loucura, porque no horário de saída dos alunos é muita gente para pouco ônibus. Com o preço que eles estão cobrando, teriam condições de oferecer muito mais linhas. O maior problema é a falta de concorrência, já que as duas empresas existentes na cidade atendem em regiões diferentes. Desta forma, elas ficam à vontade para prestar o serviço, sem se preocupar com o bem-estar dos usuários.
Lourival Barbosa, sociólogo





