SIM
Muitos jovens hoje consideram a igreja chata, retrógrada em alguns pontos, como, por exemplo, em relação ao uso da camisinha. Contudo, acredito que haverá um aumento na participação. Esses jovens verão que o Papa não é contra o uso da camisinha e sim que as leis da igreja pregam a castidade, o que, em prática, inibiria o uso indiscriminado dos preservativos, tão em prática entre os jovens na sociedade contemporânea. Se você anda em sintonia com essas leis, não há porque haver discussão ou polêmica. A vinda do Papa servirá, também, para levar de volta às igrejas os jovens católicos que não sejam praticantes. Pesquisas revelam que a maioria dos jovens está agregada à religião católica. Ou seja, com o atual panorama, o Papa Bento XVI vem em boa hora.
Vagner Silva, webdesigner

NÃO
Acredito que não vá fazer diferença nenhuma, porque a visão do jovem com relação à religião já está consolidada. A maioria deles diz ter uma religião, mas não pratica de fato, não segue as doutrinas. Um exemplo disto é a camisinha. Os jovens não vão deixar de usar preservativos porque a igreja mostra uma posição contrária, eles desassociam uma coisa da outra. Dentro da própria igreja tem linhas conservadoras e outras mais progressivas, ou seja, há discordância em algumas posições. Se as igrejas querem ganhar mais frequentadores jovens, devem se adequar ao mundo deles. É preciso debater as questões relacionadas a eles, fazê-los refletir sobre os conflitos que passam. As igrejas devem se adaptar à realidade, mas sem fugir ao papel social delas.
Francisca Vergínio Soares, socióloga

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