SIM
Sou favorável, mas desde que exista uma limitação no horário de venda das bebidas. Durante a semana pode ser até às 23h, e aos finais de semana mais flexível, até meia-noite. O problema não é a venda, mas o barulho dos frequentadores, que incomoda a vizinhança. Poucos postos seriam prejudicados com esta medida, que no meu ponto de vista, resolveria o problema. Nos cerca de cem estabelecimentos que a gente tem na cidade, apenas meia dúzia ficam abertos até mais tarde vendendo bebida. Proibir a venda é uma decisão equivocada, porque a loja de conveniência representa metade do quadro de funcionários do posto. Como a bebida alcóolica é o carro-chefe, impedir a comercialização vai causar outro problema, gerando desemprego na cidade.
Bruno Santaella, empresário

NÃO
Deve ser proibido sim. Se a lei não permite dirigir alcoolizado, como vender bebidas em um local frequentado basicamente por motoristas? Presume-se então que estes motoristas estejam bebendo e dirigindo sem ser incomodados por nenhuma autoridade. A finalidade do posto é abastecer veículos, não funcionar como boates ao ar livre. Cada estabelecimento deve exercer a função para a qual foi criada, se não vira bagunça e cada um vende o que quer. Acredito que a proibição não vai resolver completamente o problema, mas certamente ajudará a diminuir tanta violência no trânsito. Todos precisam ter consciência de que o veículo é uma arma que mata, ainda mais sendo usado sob efeito de drogas e bebidas.
Reginaldo Lima Queiroz, comerciante

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