SIM

Tem que haver um rodízio dos governantes, porque corre-se o risco de perpetuar um grupo no poder. O candidato reeleito não está preocupado em legitimar suas ações no segundo mandato, porque sabe que não vai continuar, e acaba tomando atitudes em benefício próprio. Estender o mandato para seis anos também não resolve, funcionaria como uma reeleição. A rotatividade no poder fortalece a democracia, porque abre espaços para aparecerem figuras novas no cenário político. O mandato de quatro anos também aumenta a pressão da sociedade sobre o governante. Ele tem que provar sua competência nesse período, sem usar a desculpa de que o mandato é curto. Por isso, deve prometer só aquilo que terá condições de realizar durante os quatro anos.

Thiago Leibante Silva, sociólogo



NÃO

Acho que o sistema deve continuar como está, com possibilidade de reeleição após o primeiro mandato. Quatro anos é um tempo muito apertado para o governo implantar sua ideologia. Muitos governantes têm idéias boas, mas não podem pensar a longo prazo. Com um segundo mandato, fica mais fácil aprovar as leis, pois os acordos políticos já estão costurados. É bom também porque o político sabe que vai passar pela aprovação popular na próxima eleição. Se o povo não estiver satisfeito com o desempenho do candidato, não vai mantê-lo no poder. Se for um mandato de seis anos, como estão propondo, o político vai fazer o que quer, porque sabe que dificilmente vai sair e não será avaliado para voltar ao cargo depois.

Altair Aparecido Galvão, sociólogo

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