SIM

Sou favorável sim. Vai disciplinar as negociações entre as categorias e o governo através de um código de conduta. Fazendo de forma correta, todos ficarão comprometidos com uma negociação séria. O que não pode é regulamentar sem que antes se faça uma discussão mais aprofundada com os movimentos sindicais, para não acabar em proibição. A greve é um direito do trabalhador, desde que seja feita com responsabilidade. Ninguém faz greve porque gosta. Faz porque precisa exigir seus direitos diante a intransigência dos patrões. Quando as negociações não fluem, é necessário parar. Com a regulamentação e o código de conduta, ficará mais fácil respeitar o funcionamento de serviços essenciais à sociedade.
Geraldo F. Santos, presidente do sindicato dos bancários de Londrina



NÃO

Sou contra, porque se aprova uma lei dessas aí vai perder o controle sobre os sindicatos. Já tem tanta coisa para ser cobrada desses servidores, que possuem um monte de regalias, vai querer dar mais um benefício? Acho um absurdo. Nem com tudo isso eles valorizam os empregos que tem, não enxergam a realidade do mundo atual, repleto de desempregados. Todo funcionário tem que prestar o melhor serviço possível para a empresa e seu patrão. No caso do servidor público, o patrão é o povo, mas a gente sempre é mal atendido por estes funcionários, que se acham melhor que os outros. A criação dessa lei parece que é só para gerar polêmica e tentar fortalecer a imagem dos sindicatos, geralmente ligados a grupos políticos.
Marta Santos, autônoma

mockup