SIM

Do jeito que a universidade está, totalmente aberta e sem controle de acesso, acaba se tornando um chamariz para marginais. A proposta de cercamento está amparada pela lei, é até uma exigência do código de posturas do município. O número de vigias é insuficiente para o tamanho da universidade e a quantidade de gente que circula por lá. E esses vigias ainda andam desarmados. A administração do campus tem a tarefa de oferecer segurança aos frequentadores, e a saída é identificar as pessoas na entrada, tarefa que ficaria facilitada com a construção do muro. Hoje ninguém sabe quem está entrando na universidade, se é para estudar, trabalhar, passear ou roubar. Por isso, não vejo outra alternativa no momento a não ser o controle do acesso ao campus.
Pedro Marcondes, chefe de segurança da UEL


NÃO

Sou contrário. A UEL precisa ter um caráter de universidade aberta à comunidade, não pode se fechar desse jeito. Temos muitos problemas de estrutura, falta de professores, deficiências mais urgentes que poderiam ser amenizadas usando esse valor absurdo para a construção do muro. A verba também poderia ser aplicada na contratação de mais seguranças, que estão em número reduzido no campus. Precisamos pensar na raiz do problema, que é a questão social da violência. Pensar em como a UEL pode ajudar a resolver o problema enquanto instituição de ensino. Construir este muro é até um preconceito com as comunidades que estão ao redor do campus, como se elas fossem as responsáveis pelos crimes que acontecem ali.
Marcos Chagas, estudante

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