SIM
A lei atenua a questão da violência em vários níveis. Desde a diminuição no número de acidentes de trânsito, casos de agressão a mulheres e menores, até no tráfico de drogas. Com um limite de horário, também fica mais fácil para a polícia fazer o patrulhamento, pois terá menos casos para atender durante a madrugada. Os donos vão ter um prazo para se adequar, e alguns deles já estão tentando se adaptar fechando mais cedo. Devido à insegurança vivida na cidade hoje, os próprios donos de bar entendem que a lei seca é necessária. Assim como a população, que precisará ajudar a notificar a prefeitura em caso de descumprimento da lei. Em Diadema (SP), por exemplo, a medida trouxe um excelente resultado.
Gláudio Renato de Lima, vereador

NÃO
A proibição da venda de bebidas em determinados horários não é suficiente. O mais importante é o trabalho de conscientização, para que as pessoas saibam os perigos e os efeitos do álcool. Uma medida de proibição seria insuficiente. Nos EUA, por exemplo, só gerou mais violência. As pessoas querem continuar bebendo, e vão passar a buscar meios para fraudar a lei. A saída mesmo é a conscientização, que precisa ser feita com mais intensidade, principalmente entre os jovens. Eles consomem a bebida sem pensar nas consequências que podem ter, e a bebida é uma porta de entrada para outras drogas mais pesadas. Com o álcool, o jovem perde a consciência sobre as decisões que deve tomar e acaba indo por um caminho que, muitas vezes, não tem volta.
Décio Giovanetti Sicca Júnior, professor de Direito

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