SIM
Considerando a situação de desigualdade social e o aumento do tráfico e da criminalidade nesta faixa etária, é uma medida positiva. É tarefa do governo investir em políticas públicas para a juventude. Não vai resolver completamente o problema, mas vai ajudar na formação e no aparecimento de oportunidades para esses jovens. No entanto, deve haver um mecanismo de controle para evitar corrupção, desvio de verba. Não é só liberar o dinheiro na mão do jovem. É preciso envolver a família nesse processo de reestruturação. O povo clama tanto por alternativas, mas a sociedade vai contra estes programas, chamando os beneficiados de ''vagabundos''. O problema é que este pensamento elitista contribui ainda mais para a violência.
Francisca Vergínio Soares, doutora em Ciências Sociais

NÃO
Sou contra, porque esse tipo de assistencialismo acaba acomodando o jovem que vai ser beneficiado, e quem paga é a classe média. Isso não significa que a pessoa que está recebendo não precise do dinheiro. Já existe a Lei do Menor Aprendiz, com empresas recebendo incentivo fiscal para beneficiar os jovens dessa faixa etária, dando oportunidades a eles, desde que estejam matriculados em escola regular ou curso técnico. Se já tem esse incentivo, para que criar outro benefício? Vai prejudicar as empresas, além de ser muito oneroso para o país. O governo precisa pensar em outras alternativas, investir na base do ensino. Essa idéia de ampliar o Bolsa Família é, na verdade, mais uma forma que o governo arrumou de conseguir votos em uma próxima eleição.
Marcelo de Carvalho Santos, advogado

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