SIM
Completamente a favor. A lei pretende legislar sobre o corpo exclusivamente da mulher, tendo como suporte a ética moral cristã e o poderio do Estado. Porém, de quem é o corpo? Não é do Estado e nem da Igreja. Ele pertence à mulher que está grávida e que não obtém escuta em sua própria ética pessoal. Da maneira como está, a lei vem legitimando os abortos clandestinos e ouso pensar até que legitima a inveja da ''dona e senhora da criação'', que deverá ser punida, reflexo de um sistema masculino e machista composto por homens e mulheres. Por outro lado, nem a Igreja nem o Estado responsabilizam-se pelos danos psíquico-neurológicos causados na criança indesejada. A partir daí, a consciência moral coletiva, até então acusatória, nada mais tem a dizer ou a fazer.
Sonia Lunardon Vaz, psicoterapeuta

Não
Sou contra. A autoridade, para decidir quem vive e quem morre, é apenas de Deus. Aprovar o aborto é como deixar, por exemplo, que o computador, que é uma criação do homem, passe à frente de seu criador e tome decisões por ele. O criador, nesse caso o homem, não aceitaria em hipótese alguma. O mesmo se dá com relação ao aborto, a criação não tem o direito de decidir no lugar do criador. Todos que assim o fizerem terão de acertar as contas pelos seus atos e, nesse caso, não tem desculpa, nem dinheiro, nem choro. Com Deus não se paga simplesmente uma multa e tudo bem, não se fica por um período na prisão e pronto, não se compra Deus com ofertas de benefícios pessoais a Ele ou aos seus amigos e familiares. O aborto é uma tragédia sem tamanho e a conta será uma tragédia infinitamente maior para quem o fizer.
Eduardo Pigatto, eletricista

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