DEBATE
SIM
Segundo a Bíblia, os homens devem crescer e se multiplicar. Consequentemente, padres e freiras não estão cumprindo essa Lei. Qual a diferença entre um homem comum, que se casa e constitui uma família, cumprindo assim as leis da Bíblia, e um padre ou religioso qualquer? Seria esse religioso um homem especial perante Deus? E, se fosse, não seria mais vergonhoso acompanharmos pela mídia notícias sobre pedofilia cometida por padres, pastores acusados de seduzir senhoras e meninas. O melhor é sim liberar seus ''pastores'' para o casamento. Como pode um padre, pastor ou qualquer religioso abençoar um casamento se eles próprios não sentiram os problemas de um? Como podem aconselhar noivos e noivas se não sabem os problemas passados numa união? Acredito ser melhor rever esse conceito.
Hélio A. Cordon Deliborio, comerciante
NÃO
Quero abordar dois itens que podem definir o valor, a sacralidadde e o carisma do celibato. O primeiro é Cristo e seu Reino. Quando se encontra o que se quer, não somente pulamos de alegria, como também fazemos o impossível para não perdê-lo. O celibato é um encontro profundo, íntimo e feliz, que nos leva a deixar tudo para possuir inteiramente a Ele. O segundo item concentra-se numa expressão do filósofo francês Michel Foucault: O celibato é dizer sim ao amor, é afirmar que alguém pode amar de forma aberta e não exclusiva, sem excluir paixão, sentimento e doação generosa. Quem descobre o celibato vive diariamente optando pelo amor, vive a vida voltada para os outros e é capaz de amar até o fim. Ser celibatário é acreditar no amor e que o amor nos leva a dar a vida pelos outros.
Pe. José Solano Durán, sacerdote da arquidiocese de Londrina
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