SIM
O georreferenciamento estabelece a área de abrangência da escola, para depois direcionar o aluno à instituição mais próxima da sua residência. É utilizado somente para expedir as cartas de matrícula. Na realidade, este sistema foi implementado em 2005, e passou a valer no ano letivo de 2006 para alunos que passaram da 4 para a 5 série do ensino fundamental. Em 2007, é válido para alunos da 8 série que passsaram para o 1º ano do Ensino Médio.
No núcleo regional de educação, dos 19 municípios atendidos, apenas Londrina, Cambé, Ibiporã e Rolândia passaram por essas mudanças, pois na maioria dos municípios não há necessidade de fazer essas transferências devido ao menor número de escolas.
O ponto positivo do georreferenciamento é justamente estabelecer e assegurar a vaga em uma escola próxima à casa do aluno. Alguns pais até preferem que seus filhos estudem perto de casa.
Lucia Hayama Moisés, professora do Núcleo Regional de Educação

NÃO
O método utilizado não traduz exatamente a realidade. A escolha da escola é feita por meio do computador, que traça, em uma linha reta, qual é a instituição mais próxima da residência do aluno, através dos postes da Copel.
Não é possível conhecer a estrutura do bairro na realidade, então, alguns alunos terão de se deslocar mais do que o necessário para estudar em escolas mais distantes do que outras, em relação às suas residências, devido a esta limitação do sistema utilizado.
Outro ponto negativo é que existe diferença na qualidade do ensino de uma escola para outra. Isso fica bem evidente se levarmos em conta que algumas escolas funcionam em período integral e outras não.
Além disso, deve-se destacar que a mudança repentina de escola é sentida pelos alunos, pois já estão ambientados com os professores e colegas.
Josi Lutieri Gomes, pedagoga

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