SIM
Historicamente em Londrina a sociedade civil organizada, ou seja, grupo de pessoas voluntárias e compromissadas com a solidariedade assumiram as necessidades sociais básicas das comunidades. Com as mudanças nas leis, a caridade passou a ser vista como política pública que deve ser ofertada com qualidade aos cidadãos, como um direito, prestada por profissionais mais bem remunerados e qualificados. Com isto tem sido cada vez mais difícil para os voluntários dar conta das exigências. Em alguns casos, tem sido um pesadelo. Hoje existem só nos centros de Educação Infantil beneficentes 66 grupos de voluntários administrando, com dificuldades, os serviços prestados às famílias e a mais de 5 mil crianças. Na verdade, o papel da sociedade é de ajudar. O dever de prover esta política pública importante é do governo. O investimento do poder público na criança vai evitar os gastos nos presídios com adultos. É ideal que o poder público priorize a Educação Infantil e o atendimento à criança, invista os impostos massivamente na educação básica, como política pública. Mas para isso é preciso compromisso e vontade política. O município deve assumir gradativamente a execução da política de educação infantil. A sugestão é que, à medida que se construa novos centros de Educação Infantil, o município vá assumindo os serviços como política pública municipal. E assuma aqueles que atualmente estão com mais dificuldades, não os deixando fechar.
Maria Ignez Gomes, presidente do Fórum das Creches de Londrina


NÃO
Em parte. O ideal seria que o Poder Público (a Prefeitura) pudesse oferecer vagas nas unidades municipais para todas as crianças. Todavia, o modelo escolhido para Londrina, pelos gestores que nos antecederam, contempla o atendimento pelas unidades conveniadas. Hoje, a prioridade do governo Barbosa Neto é a geração de novas vagas, com atendimento pela municipalidade, às crianças que estão fora da escola. Entendemos que somente após a universalização desse atendimento é que devemos nos preocupar com a retomada das unidades que hoje estão conveniadas, mesmo porque, muitas delas fazem um trabalho de muita qualidade. Por isso, além do aumento em 35% no valor dos repasses da prefeitura para as filantrópicas, diversas ações estão sendo feitas como a oferta, a partir desse ano, de capacitação para professores e gestores dos centros de educação infantil conveniado. Além disso, tem projetos em andamento para a criação de mil novas vagas em novas unidades municipais, nesse 2º ano de mandato. Já foram criadas 2.097 novas vagas na gestão atual, considerando reformas, ampliações, novas construções e ainda o remanejamento de crianças feito pela Prefeitura em função do corte etário. Há também previsão de concurso público para contratação de professores da educação infantil para os próximos meses. Desta forma, vamos aperfeiçoando o atual modelo, em busca da universalidade do atendimento.
Vera Lúcia Hilst, secretária municipal da Educação

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