De volta para casa
O aumento do poder econômico das cidades do interior, um processo que ficou mais forte nos últimos 15 anos, mudou uma das imagens mais clássicas da história do País: a de milhares de brasileiros que deixavam suas famílias para trás em busca de melhores oportunidades nas grandes metrópoles.
O brasileiro percorre agora trajetos mais curtos, na mesma região, ou retorna para seu local de origem. Hoje as maiores recebedoras de migrantes são as cidades com até 500 mil habitantes, que abrigam novos polos de desenvolvimento.
A conclusão é do estudo Reflexões sobre os Deslocamentos Populacionais no Brasil, divulgado nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feito a partir de dados do Censo 2010 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2004 e 2009.
Melhores oportunidades de trabalho e de condições de vida estão atraindo muita gente para suas cidades de origem. Dos cinco milhões de pessoas que deixaram seus estados entre 1995 e 2000, cerca de um milhão fez o retorno. E o movimento continuou intenso na década seguinte, principalmente no Sul e Sudeste.
O Paraná é um desses polos de crescimento que já foi área de acentuada evasão e que agora atrai aqueles que buscaram desenvolvimento em outros locais. Também se tornou atraente para brasileiros de outras regiões. Entre 2004 e 2009, o saldo migratório no Estado foi positivo, situação diferente da registrada nos dez anos anteriores.
Essa movimentação só reforça a importância que as cidades do interior paranaense conquistaram no Estado. São municípios que desenvolvem suas economias com base em muito trabalho e empreendedorismo.
Polos onde agricultura e indústria convivem de forma harmoniosa, alavancando ainda os setores de serviços e comércio. Uma dinâmica que também beneficia as cidades do entorno. Uma relação ganha-ganha que só tende a se fortalecer.





