Faz um ano, neste 31 de agosto, que a Princesa Diana deixou deste mundo, de volta ao Reino das Fadas, de onde viera para cumprir sua curta mas fecunda missão terrena. Nada em sua vida aconteceu por acaso, nem o fatídico acidente. Seu tempo havia chegado, porque ela própria, antes de ancorar neste mundo, havia determinado que assim seria. Uma vez aqui, envolta na densidade do planeta, perdera temporariamente a consciência de quanto tempo ficaria entre nós, mas sua memória divina a impulsionava para as tarefas que, magistralmente, foi executando.
A comoção e a dor geradas pela sua morte abreviaram o tempo de sofrimentos humanos que se arrastavam há séculos. A atmosfera da Terra iluminou-se mais, com esse resgate. A Princesa Diana planejara o seu tempo de permanência terrena, antes de aqui aportar, e o acidente que gerou sua morte fazia parte desse ordenamento. Esse tempo completou-se e sua missão ela executou com maestria. Suas fragilidades, às vezes demonstradas, eram inerentes às dos seres humanos enquanto habitantes da densidade carnal. Por onde passasse ela deixava um lastro de luz. E não porque fosse princesa, porque princesas a humanidade conheceu tantas. Mas nenhuma como Diana.
Naquela triste semana de sua morte eu escrevi: (...) ‘‘Não era apenas a mulher bonita que amávamos em Diana, porque rostos tão belos conhecemos tantos, mas era algo mais, inexplicável, que nos fascinava em tão delicada e suave figura. Não porque fosse uma princesa, mas algo mágico envolvia essa mulher de gestos delicados e olhar tímido e triste. Diana manifestava em sua simplicidade o amor às pessoas’’. (...) ‘‘Deus sempre estava disponível no coração da Princesa, e ela o sintonizava ao tomar no colo os meninos carentes da África e as crianças feridas da Bósnia, e ao segurar as mãos de aidéticos e leprosos’’. (...) ‘‘A morte de Diana serviu para um momento de identificação com o melhor de nossos valores e para uma reflexão sobre a importância que atribuimos a fugazes glórias terrenas; e para nos mostrar que uma mulher tão rica, bela e nobre, não precisaria, para mais famosa se tornar se o quisesse, acarinhar aidéticos e leprosos, abraçar os infortunados, buscar livrar das minas terrestres as crianças que brincam nos campos de guerra’’. (...) ‘‘Ao dignificar os pobres ela dignificou os nobres, ainda que estes representados por ela apenas’’.
No dia de seu trágico desenlace muitos se perguntavam porque Deus teria desejado levá-la tão cedo. A própria Diana aqui chegara com este projeto de vida terrena, e assim se cumpriria. Mas se houve um momento em que Deus esteve muito presente, este sem dúvida foi o da comunhão universal da dor ante o desenlace dessa mulher tão boa e tão bela e de olhar doce e tímido.
O sentimento de amor tão grande que a humanidade lhe dedicava não cometeria enganos.
Escrevi, naqueles dias: (...) ‘‘A morte da Princesa Diana moveu as emoções da humanidade, gerando uma condensação de energia tão forte e positiva que reaprumou o equilíbrio da vida terrena’’. (...) ‘‘Até seu último ato de vida, que foi a própria morte, resultaria num tributo à fraternidade universal, pois colocaria a humanidade inteira em união de prece e meditação’’.
Diana, no plano físico, veio para fazer seu filho o futuro Rei da Inglaterra, e porque, segundo revelações que chegam dos canais superiores, aquele país, através desse monarca, desempenhará papel relevante no resgate da espiritualidade humana. Publicações esotéricas revelam que o Príncipe William, filho mais velho de Diana, fôra o Rei Artur, e ela a Rainha Guinevere. Está escrito que a Inglaterra irradiará luzes resplandecentes para o mundo a partir do reinado de William.
As mesmas publicações, pela voz dos canais ascensionados, revelam que Diana é originária de esferas dimensionais superiores - que nossa memória espiritual conhece como Reino das Fadas - e que ela aqui veio em voluntária missão.
Nossos contos de fadas, portanto, não são meros contos de fadas... Os mitos e lendas são lampejos de nossa memória remota. E essa memória se avivará a partir do florescer do novo milênio. Diana veio para abrir o caminho a outras fadas, que já estariam ancorando neste planeta. Certamente não iremos vê-las pousando em nossos telhados, mas sim da forma como assistimos à chegada e à trajetória de Diana. Um iluminado mestre aportou aqui, em idênticas circunstâncias, há 2 mil anos...
‘‘Vai embora/ oh humana criança/ para as águas e o ermo/ De mãos dadas com uma fada’’... (De William Butler Yeats).
- WALMOR MACCARINI é jornalista

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