Nos finais de semana, eles são todos mais ou menos parecidos. Usam o mesmo estilo de roupas, curtem o mesmo som e falam do mesmo assunto: motos. Mas, indo um pouco mais fundo nas particularidades, a diversidade começa a ficar aparente.
Figura já tradicional nos en contros de motociclismo de todo o País, ''Cigano'', 45 anos, trouxe mais uma vez o urubu ''Tudo'' a bordo do seu tricíclo infernal. O bichano, incomum como um animal de estimação, foi encontrado machucado nas margens da rodovia Castelo Branco, próximo à Boituva (SP), cidade de origem do motociclista.
De tanta afinidade com esse tipo de evento, o dono de transportadora também trabalha nestes encontros. Ele responde pela trupe que participa do globo da morte. ''Estou viajando há 10 anos e participo de 34 encontros por ano no Brasil e até em países do Mercosul'', fala um dos participantes mais originais.
Passando da excentricidade para o mais tradicional, encontramos o pecuarista e futuro advogado Fábio Balestieri, 23 anos. O sulmatogrossense de Ponta Porã participa pela segunda vez do evento londrinense e elogia a organização. ''Tenho muitos amigos aqui. Em Londrina, o pessoal é mais simples e o encontro não é comercial. Todo mundo vem para rever conhecidos e a educação é outra.''
Dono de uma Kavasaki Vulcan Classic 96, 1.500 cc, que vale R$ 26 mil Fábio rodou 800 quilômetros de estrada para poder participar. Mesmo assim, como um verdadeiro representante dessa ''espécie rara'' de humanos, se dizia pronto para curtir os três dias da festa do motociclismo no autódromo. ''Minha moto é bastante confortável e não me canso. É até bem fácil de chegar.''

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