DE OLHO NO FUTURO - Barbosa se prepara para disputar reeleição
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domingo, 01 de janeiro de 2012
Danilo Marconi, Loriane Comeli e<br>Nelson Bortolin <br> Reportagem Local 
Recobrando o fôlego após um ano de denúncias de corrupção em sua administração, o prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), admitiu a possibilidade de disputar a reeleição em 2012. ''É duro você largar (os projetos) no meio do caminho'', disse na última terça-feira durante entrevista exclusiva à FOLHA em seu gabinete. A decisão final, segundo ele, depende de sua família - que seria contra a entrada de Barbosa na disputa - e somente deve ser anunciada em junho, quando se iniciam as convenções partidárias.
Enquanto isso, Barbosa pretende mostrar serviço. Para ele, sua rejeição é ''baixíssima'', já que foi ''massacrado'' em 2011. O prefeito, que responde a cinco ações por improbidade administrativa e teve três pedidos de Comissões Processantes para investigar supostas irregularidades arquivados na Câmara, reafirmou que as denúncias partem de seus adversários, ''as velhas raposas da política londrinense''. ''Sou um estranho no ninho.''
O prefeito também voltou a defender os membros de seu primeiro escalão que mais sofreram desgaste em 2011 devido a suspeitas de corrupção: a secretária de Educação, Karin Sabec, e André Nadai, presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Quanto à primeira, que teria responsabilidade por supostas fraudes na compra de livros e de uniformes, Barbosa afirma que não pode condená-la sem ouvir sua defesa. Já sobre Nadai e sua companheira, Cristiane Hasegawa (diretora administrativo-financeira da CMTU), o prefeito fala em ''crime de amor''.
Para 2012, Barbosa se propõe a terminar obras nas áreas de educação, assistência social, saúde e fazer o recape das principais ruas e avenidas da cidade ''se houver caixa''. ''O desafio maior é continuar aquilo que começamos e fechar.'' O prefeito disse que, mesmo com denúncias na saúde, fez muito nessa área, como a contratação de servidores para tocar programas até então terceirizados.
Na educação, ele afirma ter melhorado a qualidade da merenda e dado um salto importante ao distribuir uniformes escolares, reformado prédios e implantado educação em tempo integral para 7 mil crianças. Até o final do ano, serão 12 mil crianças, garante ele. Leia trechos da entrevista:
Seu projeto, que ampliava a Lei da Muralha, foi rejeitado na Câmara. O senhor vai encaminhar outro?
Está na Câmara, agora eles têm de decidir. Nós acatamos o que a sociedade quer. A Acil (Associação Comercial e Industrial), o Sinduscon (Sindicato da Construção Civil), a Apras (Associação Paranaense de Supermercados) me chamaram para uma reunião. Eu recebi as sugestões. Houve um estudo técnico respeitando primeiro a empregabilidade de uma área que estava sem a geração de empregos que outras áreas tinham. Depois, também fui convencido tecnicamente pelo Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano) de que a lei é uma proteção para a cidade. Eu vou ser sempre a favor de uma lei como essa. Nós colocamos todos os polos geradores de tráfego. Olha o recado que Londrina recebeu com essas chuvas.
Toda a justificativa do seu projeto está na questão do trânsito. Mas o senhor também sofreu pressão dos empresários para manter a lei...
Sofri pressão para abrir. O pessoal do Movimento Londrina Competitiva não conseguiu entender a essência do projeto que é de proteger a cidade. Lojas de material de construção, shoppings centers: é inviável ter esses estabelecimentos concentrados na região central. Tem de espalhar.
Mas a lei da Muralha vai além da região central.
Mas é o quadrilátero onde já temos esses terrenos incorporados, áreas residenciais, ou já são espaços urbanizados onde há concentração de pessoas. Quanto mais você incentivar que eles permaneçam dentro desse espaço, que em tese está saturado e impermeabilizado, mais você vai prejudicar o escoamento de águas, gerar tráfego, acidentes e problemas para vizinhança.
Mas o senhor não acha que o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) já resolve o problema?
Eu quero uma lei mais radical de proteção à cidade. Hoje existem técnicos sérios que estão ali (no Ippul, analisando os EIVs). Mas há hoje EIVs sendo feitos desrespeitando a lei para diversos empreendimentos que geram tráfego rigoroso. Eu quero é proteger a cidade. Isso é lei moderna. Você não pode depender apenas de quem estiver ali naquele momento (no Ippul). É preciso uma lei para proteger a cidade. É dar muito poder a um departamento (decidir sobre o EIV). Os seres humanos são falhos.
Quando a lei foi instituída, no governo Nedson Micheleti, o senhor achava que era uma medida elogiosa?
Não. É diferente do que foi feito por nós. Eu não sou engenheiro, arquiteto, não posso tirar da cartola uma sacada como essa. Isso aqui passou pelos técnicos do Ippul, por um entendimento de uma concepção de qualidade de vida que nós não podemos perder. Você vai para os Estados Unidos, em algumas cidades, os grandes empreendimentos são distantes. Na Alemanha onde eu vi, são na beira das rodovias, distante de residências.
O senhor acha que as pessoas que estão querendo derrubar a lei, estão servindo a algum interesse particular?
Quem é que pode ser a favor da Lei da Muralha? Isso é uma tergiversação, um golpe de marketing feito para falar que é uma barreira contra o progresso da cidade. É uma grande mentira. Muito pelo contrário, essa lei é para preservar a qualidade de vida da cidade.
Nem todas as leis complementares ao Plano Diretor foram votadas desde a administração passada. Até que ponto isso prejudicou sua administração e trouxe prejuízos para a cidade?
Tem até um estudo feito que Londrina sofre muito para conservação de sua malha viária. Estamos falando de 2,5 mil quilômetros de asfalto. Londrina sofre muito para conservar. São milhões de bocas de lobo, quilômetros de meio fio. Isso tudo tem custo elevadíssimo para uma cidade como Londrina. Eu sou contra permitir a expansão de loteamentos numa distância muito grande das áreas onde já existem serviços como asfalto, esgoto, saneamento, em que você cria uma nova demanda que quem vai ter de arcar é o Município, que vai ter de levar infraestrutura para lá. Eu acho que, com a não votação do Plano Diretor e a permissão para que sejam feitos enxertos na lei, aprovando um empreendimento isoladamente do outro, sem votar o Plano Diretor em seu conjunto, você cria um Frankstein como esses e depois quem tem de pagar a conta é o Município. É como quando foram feitos os Cinco Conjuntos a 20 quilômetros da área central. Isso custou muito caro.
Onde estão as áreas destinadas para indústrias na cidade? Qual o risco de o mercado imobiliário tomar essas áreas para a construção de residências?
Quanto mais se demora para aprovar o Plano Diretor, mais vão se criando vazios urbanos, alvos de especulação. E, às vezes, quando isso (projeto de lei) entra diretamente pela Câmara ou se aproveita uma brecha em projeto do Executivo, você acaba beneficiando esses especuladores que lucram a custa do Município.
Quais as áreas que temos hoje para a instalação de empresas?
Hoje estamos numa situação bastante complicada. Temos a área do Mirante do Eldorado (zona norte, perto do Vista Bela) que foi comprada para fazer casas populares. São 46 alqueires. Esperamos que essa área seja destinada para a expansão industrial. Nós reservamos aquela área no Plano Diretor. Enquanto ele não for votado, nós perdemos com isso. Temos uma outra área, que fica atrás do Lote 70, nas imediações do Jardim Primavera (zona norte), que o Município adquiriu para ser uma expansão industrial. Inclusive temos o projeto de instalar ali uma empresa que estamos disputando com Campinas, que vai gerar mil novos empregos diretos.
Muitos dos terrenos doados a empresas desde a administração anterior não foram aproveitados. O que acontece? A empresa ganha o terreno e não pode se instalar por que ele não está liberado para construção?
Esse é o grande problema da cidade. Os terrenos hoje são muito caros, a cidade hoje não tem mais para onde crescer nesta região norte, já está na divisa com Cambé, Ibiporã e Sertanópolis. A nossa possibilidade de crescimento é aqui para Região Sul, mas carece de infraestrutura. Nós não temos mais terrenos disponíveis, teríamos em distritos.
E sobre esses terrenos doados, o que a administração pode fazer?
Nós retomamos vários desses terrenos porque eles não cumpriram com sua finalidade. Hoje estamos em processo de retomada desses terrenos para que seja feita uma fiscalização rigorosa e as doações possam ser revertidas para o Município. Neste caso, atrás do lote 70, as empresas estão assumindo algumas obras de infraestrutura e liberação ambiental para que isso se viabilize. Mas é difícil, é uma política de atração (doação de área) que nós não estamos fazendo. Estamos procurando fazer a expansão quando há áreas limites, como quando foi feito com a Hussman, quando ela estava indo embora da cidade.
A Fast adquiriu uma área da prefeitura para ampliação e ali possibilitou o aumento de 300 empregos. Nós fizemos uma doação grande de área que foram os 15 mil metros que estavam cedidos no governo passado para a Seara. Nós doamos para a Sandisk, com parceria com uma empresa local que é a CMT, e aí isso vai ser talvez a melhor notícia dos últimos anos da área de geração de emprego, porque é a terceira maior empresa do mundo no setor, que pode proporcionar 8 mil empregos em dez anos e 30% da mão de obra de engenheiros.
Voltando na questão das leis complementares, a Lei de Saneamento não foi aprovada. Qual o prejuízo ao Município?
A responsabilidade é da Câmara. Nós enviamos para lá e isso está parado na Câmara, não anda. Já tive reunião até no Ministério Público. Eles fizeram recomendação por escrito pedindo criação da Agência Reguladora (de Saneamento Básico). Fizemos tudo certinho, já era para Londrina estar na frente e evitando as contratações emergenciais.
O Plano de Saneamento (relativamente aos serviços de limpeza pública) foi aprovado em julho de 2010 e somente no mês de janeiro de 2011 é que a CMTU lançou o edital de licitação do lixo. O edital foi suspenso pela Justiça e até hoje o serviço não foi licitado. Houve falhas?
Não depende de nós, a Justiça segurou isso. Aliás, tem até um editorial do Estado de São Paulo que fala justamente disso. Em São Paulo (o serviço) foi globalizado (todos os serviços de limpeza foram unidos num único edital) e houve uma economia grande ao Município e isso que queremos fazer aqui. Mas o que queriam é que fossem empresas daqui, divisão em várias áreas, teríamos que gastar muito com várias empresas e tendo que ser fiscalizadas. Se São Paulo consegue fazer globalizado, então por que aqui tem que ser diferente?
A Justiça suspendeu o edital do lixo porque houve uma superestimação da quantidade de lixo.
Nós voltamos atrás e fizemos uma nova pesagem e acatamos.
Mas o edital continua com o mesmo valor: 12.119 toneladas quando o Plano de Saneamento que o senhor conseguiu aprovar na Câmara estima que Londrina produz menos de 10 mil toneladas.
Isso agora deve ser publicado novamente.
Quando, já que isso depende de uma decisão do Tribunal de Justiça?
Espero que ainda no mês de janeiro a gente já coloque a publicação. Isso até agora não foi possível porque eu acatei por duas vezes opinião do Observatório de Gestão Pública, mas infelizmente a Justiça talvez não tenha a compreensão exata da importância que esse serviço representa para a cidade.
O serviço de capina e roçagem também está sem licitação.
Nós melhoramos muito essa questão da roçagem na cidade porque passamos a fazer fiscalização efetivamente pelo serviço prestado. Eles não estavam acostumados a isso e os funcionários da CMTU fazem de forma rigorosa. Pelas pesquisas que temos de avaliação de serviço, uma das maiores conquistas da nossa administração foi com relação a limpeza, conservação, pintura.
E os buracos?
Acho que não adianta a gente falar. Acho que vocês precisam pegar os números e ver. Foram feitos quase quatro vezes mais recape e tapa-buraco do que na administração passada. Nós baixamos o valor da tonelada que as empresas terceirizadas praticavam de R$ 220 para R$ 110, com usina de asfalto, operários que contratamos e maquinários. Já era para ter feito mais se a Câmara não tivesse segurado o projeto da venda dos terrenos para conservação da nossa malha viária.
Por que a prefeitura comprou uma Usina de Asfalto, que funcionava com 50% de sua capacidade?
A Usina foi adquirida pela nossa vontade. Tivemos que quebrar paradigmas de alguns setores que acreditavam que o município tinha que ser dependente de empresas para fazer esse serviço. Hoje isso não existe mais, ninguém mais defende a terceirização para esse serviço. Outra, não é possível uma cidade como essa não ter uma usina.
O senhor tem meta para 2012 com relação ao asfalto?
Asfalto é dinheiro. Hoje temos know-how, temos funcionários, mas falta dinheiro para comprar matéria-prima para se fazer asfalto. Todo mês que há um superávit, colocamos isso tudo dentro do asfalto. No mês passado foram R$ 500 mil. Estamos atacando problemas estruturais que há muitos anos não se fazia.
O senhor apresentou projeto na Câmara para vender quatro terrenos na zona sul e utilizar o dinheiro para pavimentar a cidade. Os vereadores consideram ''absurdo'' desfazer-se do patrimônio para fazer asfalto. O senhor acha que essa negativa é sinal da disputa eleitoral do ano que vem?
Primeiro a questão técnica. Queremos que o patrimônio do Município seja conservado. Um dos maiores e mais democráticos patrimônios do Município é o asfalto porque todo mundo usa. Se não há dinheiro e se eu não aceito aumentar imposto, poderíamos pegar esses terrenos, que já foram doados ilegalmente para empresas que não cumpriram sua finalidade, para colocar dentro do asfalto e conservar o patrimônio público.
As pessoas que pensam dessa forma (contra a venda dos terrenos) pensam equivocadamente porque se a gente não conservar o asfalto ele vai se perder. Isso é discurso. Há um grupo que historicamente tem feito esse juízo. Eu fui massacrado pelas velhas raposas porque não sou do PT, PSDB e não sou do belinatismo.
O senhor acha que a população está entendendo toda essas ações que está descrevendo? As pesquisas apontam rejeição alta...
Não, a rejeição é baixíssima. Um governo que vive uma saraivada de críticas e tem 23% de rejeição, isso não é rejeição. O desgaste do cargo que nós temos com enfoque só em escândalo e corrupção. Eu estou falando em R$ 500 milhões em investimentos aqui em Londrina, são 150 obras públicas.
Há pessoas desgastadas na sua administração, como o presidente da CMTU, André Nadai, a secretária de Educação, Karin Sabec...
Qual o desgaste do Nadai? Nunca a CMTU teve uma gestão tão moderna com contratação de 41 novos servidores, 15 veículos, reforma de toda a estrutura, compramos maquinários e até reduzimos o valor da tarifa do transporte coletivo.
André Nadai e Cristiane Hasegawa são companheiros e ocupam cargos de direção na CMTU. Não há conflito?
O que que tem? Ela é funcionária de carreira. Ela ocupou diversos cargos de chefia. Já estava lá antes de conhecê-lo. E só depois ele se tornou presidente da CMTU. Ela é uma moça muito competente. Ele é um economista que tem uma competência. Até que se prove o contrário, não há conflito.
Houve o escândalo de perseguição de servidores lá dentro, um clima de terror, e é um economista (Nadai) que foi pego sonegando imposto municipal...
Eu não tenho que defender o Nadai. Fiz todas as investigações corretas e o crime que se tem contra o Nadai é um crime de amor. O pecado que ele cometeu foi ter se apaixonado por uma servidora. Eu não vi nada ilegal na conduta do Nadai à frente da CMTU. Não sei por qual valor outros prefeitos, outros diretores compraram ou deixaram de comprar seus imóveis. Eu não posso me meter no relacionamento dele nem em relação ao Fisco. Eu não sou da Receita Federal nem Estadual. A conduta dele à frente da CMTU é hoje um modelo de gestão. Vai ver a ficha pregressa desses que estão denunciando. É claro é que tem oposição. É natural a oposição.
No caso da Educação, a secretária tem muito desgaste, tem a questão dos livros, dos uniformes, e tem muita dificuldade de dar explicações... Por que ela permanece?
É difícil você defender pessoalmente, quando se fala de dificuldades. Eu fico com os resultados. Nós pegamos a Secretaria de Educação com 200 crianças no regime em tempo integral, nós estamos com 7 mil, vamos para 12 mil (até o final de 2012). Nós estamos com 21 escolas no contraturno e tínhamos metade de uma escola (quando assumimos). O valor da merenda era o dobro do que é hoje e era o seguinte: a maçã tinha que ser dividida em quatro. Era escândalo nacional. E nós tiramos disso. Por exemplo, distribuição de material e uniforme: estamos sendo copiados. Se tem problemas pontuais, nós temos uma Corregedoria, uma Controladoria, não vi nada até agora que fosse desabonador a ponto de eu ter que demitir.
O senhor leu o relatório da Controladoria sobre a compra dos uniformes?
Não tenho condições (tempo) de ler...
São denúncias graves, de que houve fraudes em orçamento, que teriam ocorrido dentro da Secretaria de Educação...
Mas eu não posso, por uma versão apenas, sem dar direito de resposta. Eu não vi a defesa dela, isso está passando pelas secretarias, esse processo tem que ter um término para que nós possamos avaliar. No caso da Guarda Municipal, a Controladoria me apontou erros que me obrigaram a exonerar os dois responsáveis pela Guarda Municipal. Agora, não posso demitir o André Nadai porque ele comprou a casa por um valor e registrou por outro valor. E a secretária Karin, até que se prove o contrário, ela tem que gozar de uma credibilidade, não pode ir condenando as pessoas por conta de denúncias. Não vou passar a mão na cabeça de quem tiver qualquer tipo de erro. Porque eu vou ter que acabar respondendo por isso também.
E quando o senhor anuncia sua candidatura à reeleição?
Eu tenho que trabalhar muito neste primeiro semestre para fechar metas importantes, como o restaurante popular, o asfalto, os viadutos, as licitações que nós queremos já começar a fazer.
Então o senhor assume que vai disputar a reeleição?
Eu nem tenho tempo até para pensar nisso. Se eu não fizer a lição de casa, pelos números que os institutos de pesquisa apresentam, eu não tenho que pensar nisso. Isso é para nossos adversários, que estão pensando só nisso. Eu tenho que fazer muita coisa até junho do ano que vem. Em junho vou voltar a pensar nisso. Hoje tenho oposição muito grande a minha reeleição: minha esposa, meus filhos, minhas irmãs.
Mas, pessoalmente, o senhor tem vontade de se candidatar?
É duro você largar no meio do caminho. Tem tantas ações que estão maturando e que nós vamos colher os frutos agora e outras que nós iniciamos e esperamos poder colher esses frutos depois, mas a gente tem que deixar para pensar isso depois.
E como o senhor está analisando o atual quadro política, com os nomes que já se lançaram pré-candidatos?
São as forças tradicionais da cidade se articulando: o belinatismo, o PT, o PSDB, que sempre governaram a cidade. Eu, na verdade, sou o estranho no ninho. Eu acho que justamente por furar esse bloqueio é que nós estamos tendo aí esse massacre em cima de nós.
Quais os desafios para 2012?
O desafio maior é continuar aquilo que começamos e fechar. Concluir a pavimentação asfáltica das principais ruas e avenidas da cidade, se tivermos caixa; contratar mais 1,5 mil casas populares; entregar dois centros de convivência para idosos; o restaurante popular; mais nove unidades de saúde; centros de referências em assistência social, novos ou reformados; terminar o asfalto até Cambé, zona leste até Ibiporã; duas praças da juventude. Há mais de 150 obras. Tem muita coisa para a gente fazer.
O senhor acha que a cidade tem como crescer sem um foco forte na industrialização?
Nós, dependemos, para industrializar a cidade, do governo do Estado com a sua interferência na atração de empreendimentos para uma cidade que fica distante de um porto, distante de um grande centro consumidor. Mas eu acredito muito no consórcio do Arco Norte, que vai se viabilizar efetivamente em 2012. Eu espero realmente que o governador Beto Richa possa nos dar incentivos para atrair empresas para a cidade. Não podemos fazer isso sozinhos.
Já há uma concentração de investimentos na região de Curitiba. Esperamos que outras empresas possam vir para a nossa cidade. O governador tem essa vontade, ele tem me dito isso. Está sendo difícil furar esse bloqueio, mas acredito que por ele ser londrinense ele vai dar essa ajuda para cidade.
Ouça trechos da entrevista:


