Na edição de 25 de junho, a FOLHA já alertava neste espaço sobre o risco de que integrantes ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) pudessem estar envolvidos nos assassinatos de policiais em São Paulo e também nos ataques praticados contra ônibus e prédios públicos daquele estado. Assinalava ainda o temor de que tal situação atravessasse a divisa e ameaçasse também as forças de segurança e a população paranaenses.
Nos últimos dias, a Polícia Civil paulista revelou que interceptações telefônicas confirmavam o envolvimento de integrantes da facção nos homicídios de seis policiais militares praticados em junho. Eles também estariam por trás dos ataques contra bases da Polícia e dos incêndios de ônibus.
Ontem, a FOLHA DE LONDRINA trouxe reportagem exclusiva reforçando que o aparato de segurança do Paraná está em alerta, principalmente depois que dois policiais militares foram executados a tiros, um em Curitiba e outro em Colombo (região metropolitana da capital).
Outro fato que contribuiu para colocar de prontidão a Polícia paranaense foi uma carta interceptada pela direção da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL II). Uma cópia da carta foi entregue com exclusividade à FOLHA. Nela, há indicação sobre a migração para o Paraná de bandidos de São Paulo ligados à facção criminosa PCC.
A Secretaria Estadual de Justiça confirmou a existência do documento e salientou que a situação está sendo monitorada e minuciosamente investigada pelo setor de inteligência da pasta. Nas estradas, a Polícia Rodoviária Estadual aumentou a vigilância e reforçou a orientação para que todos os policiais em serviço redobrassem os cuidados durante o final de semana.
Agindo assim, as forças de segurança do Paraná dão mostras de que todo cuidado na prevenção nunca é exagerado. Contra o crime organizado o Estado não pode agir de forma desorganizada. Há que se manter o pulso firme. Não é uma questão de causar alarmismo entre policiais ou colocar a população em pânico.
Os membros de facções criminosas, desta em especial - por ser a maior e por ter conseguido estruturar uma rede de sustentação e de financiamento bastante eficiente -, não devem nunca achar que podem agir impunemente. O Estado, e seu aparato policial, tem que trabalhar de forma a reprimir com veemência as ações coordenadas por bandos organizados para assegurar que a população não pague o preço pela vigilância que, por ventura, for negligenciada.

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