Aos 58 anos, Paulo Muniz é um bem sucedido empresário em Londrina. Atua no setor de agronegócio, com a empresa Comaves, que conta com mais de 2 mil funcionários e, no segmento de serviços, com o Hotel Sumatra, que dispõe, entre outras comodidades, de 100 apartamentos, um centro de eventos modular de 4.500 metros quadrados e um espaço para exposições de 350 metros quadrados, empregando mais 60 pessoas.
No último pleito, tentou se eleger para deputado federal, motivado pelo ideal de ''colocar sua experiência de empresário a serviço da política''. Não conseguiu, mas recebeu uma expressiva manifestação de confiança da população, traduzida em mais de 37 mil votos. Assim como o presidente eleito, Muniz não possui formação acadêmica, tendo completado apenas ''o científico'', o equivalente ao atual 2º Grau. Ele acha importante o diploma, mas isso, com certeza, não é tudo. O fundamental, segundo pensa, ''é estar comprometido com aquilo que se quer fazer''.
Sua história de vida comprova a tese. Começou por conta própria, com uma modesta representação de vendas de rações balanceadas. Observou, então, que havia oportunidade para expandir seu negócio, incorporando o abate e a comercialização de aves. A pequena empresa cresceu e, hoje, três décadas depois, está até exportando cerca de 5% da produção total para o Oriente Médio e a Ásia. O segundo negócio surgiu em decorrência de seu desgosto em relação à equivocada estratégia do governo federal, em 1983, que dificultou a atuação dos avicultores. Muniz decidu expandir suas atividades por um rumo que não dependesse tanto de políticas governamentais e acabou optando por construir um hotel.
O conhecimento necessário para o melhor aproveitamento das oportunidades e tomada de decisões, Paulo foi adquirindo no dia-a-dia. ''Se não se tem a cultura acadêmica, é necessário ir em busca das informações'', recomenda. Quanto ao presidente, Paulo espera que, ''com base nas agruras da vida que já enfrentou, que ele se compadeça do povo brasileiro''.

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