Notícias de vandalismo têm se tornado frequentes em toda a mídia. Além de pichações e danos ao patrimônio público, ontem a comunidade londrinense foi surpreendida com o fato de que um grupo de crianças invadiu a oficina da prefeitura, que guarda a maioria dos veículos em desuso. Ao todo foram danificados 11 carros, que tiveram vidros e maçanetas quebrados, extintores estourados e lataria amassada. Ainda que nesse caso os pais tenham se prontificado a arcar com os custos dos consertos, o tema merece discussão.
Atos de vandalismo têm se tornado comuns no cotidiano de todas as cidades e, recentemente, ganharam força depois que algumas pessoas aproveitaram os protestos populares para provocar danos ao patrimônio público e privado, além de promover saques no comércio. Atitudes como essa estão diretamente ligadas à falta de educação e cultura de um povo e à falta de percepção de que atos como esses prejudicam toda a comunidade, seja por meio de prejuízos aos cofres públicos e privados, pela poluição visual ou pela descontinuidade de um serviço.
Por isso, é importante que o assunto passe a ser mais discutido entre a comunidade escolar. É preciso conscientizar crianças e adolescentes para a gravidade do vandalismo e sobre a necessidade de preservação dos bens. Toda a população será beneficiada se a cidade estiver bem cuidada.
Outro ponto que merece destaque é que essa prática é considerada crime pelo Código Penal. Atualmente, a pena varia de seis meses a três anos, além da aplicação de multa. No entanto, projeto em trâmite no Congresso Nacional pretende aumentar a pena para até 12 anos mais pagamento de multa. Também há previsão de tornar crime atos praticados contra empresas privadas, o que já poderia estar tipificado.
Recentemente, os jovens demonstraram algum grau de maturidade política ao organizar protestos contra corrupção, economia e sistema político. Essa "onda de cidadania" tem que ser trazida para o comportamento diário.

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