O ano começou e um velho problema volta a incomodar: o avanço dos casos de dengue no Estado. Nesta semana foi confirmado o primeiro caso autóctone de dengue tipo 4, além de quatro municípios já registrarem epidemia. O avanço do vírus DEN-4 é considerado uma "ameaça" à saúde pública porque entra em circulação mais uma variedade de micro-organismo. Todas as variantes da doença provocam os mesmos sintomas. A diferença é que cada vez que uma pessoa é contaminada, é desenvolvida imunidade apenas para aquele tipo específico de vírus, aumentado as chances de nova contaminação.
O avanço da dengue ocorre principalmente no verão, uma vez que excesso de chuvas e o forte calor contribuem para a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da doença. Especificamente neste ano parece ter sido montado um cenário pior: a troca de gestão em muitos municípios. O sucateamento das finanças públicas e a falta de pessoal treinado para fazer o combate ao mosquito transmissor é problema enfrentado em muitas cidades. Soma-se a esse fator a falta de conscientização da população que, apesar da divulgação exaustiva, parece não se atentar para os riscos da doença.
Por isso, não soa repetitivo que a vigilância contra a dengue deve ser constante. A transmissão é feita a partir da picada da fêmea do mosquito infectada pelo vírus transmissor da doença. Além disso, a forma mais simples de prevenção é evitar a reprodução do inseto, que ocorre em água limpa e parada. Para se ter uma ideia é, em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas.
É importante também que os recursos destinados aos municípios para o combate à dengue, que o governo estadual anunciou ontem, sejam bem aplicados pelos administradores públicos. A saúde, assim como o bom andamento de todas as ações do município, dependem de boa gestão.

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