Em pé num pódio, ao som do Hino Nacional e segurando uma medalha de ouro. Impossível não ter um sentimento patriótico numa hora dessas, quando se representa uma nação inteira. Dayane Camillo, 24 anos, capitã da seleção brasileira de ginástica rítmica (GR), tenta explicar essa emoção mas não consegue: ''É a melhor sensação do mundo, é uma coisa tão intensa... é uma sensação indescritível'', define. As três medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo não foram a estréia de Dayane no pódio; a atleta já tinha sentido o gostinho da vitória antes, no Pan-americano de Winnipeg (Canadá) em 1999. E é essa emoção, para Dayane, o grande alvo perseguido por todos os atletas: ''Eu batalho muito prá isso, quero sempre subir no pódio prá ouvir o meu hino, o hino do meu país e levantar a minha bandeira. Isso é o máximo'', confessa.
Patriota, ela garante que sabe cantar o Hino Nacional ''de cor e salteado'' desde os tempos de colégio, quando ainda era obrigação ter a letra do hino na ponta da língua. ''Eu sou brasileira mesmo, com muito orgulho. Gosto de ouvir o Hino Nacional, adoro a minha bandeira e não tenho vergonha nenhuma de admitir essas coisas, acho que o Brasil precisa disso'', aponta Dayane. E Brasil, prá ela, é principalmente um povo: ''Quando eu falo que me orgulho do Brasil eu estou falando do povo brasileiro, sabe? Esse povo que passa tanta dificuldade, tanta privação e ainda sabe ser um povo feliz, um povo solidário, um povo que tem esperança. É desse povo que eu me orgulho, é isso que a bandeira representa prá mim'', conclui.

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