Das críticas para a mobilização
O caminho mais curto é este: manter constantemente a vigilância e o exercício da crítica edificante, mesmo que às vezes ácida e irônica, mas também promover a mobilização. Trata-se da relação das lideranças nacionais e dos cidadãos com os governantes e da necessidade da aproximação, do diálogo e da formulação de reivindicações. É dessa forma que a sociedade passa a também exercer governo. Foi o que fizeram sexta-feira em Londrina representantes de vários segmentos reunidos no Clube de Engenharia e Arquitetura ao aproveitar a presença na cidade do ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, para uma reunião de trabalho e apresentar-lhe uma lista de projetos estratégicos para o desenvolvimento do município. São oito propostas principais, cujo valor é estimado em R$ 40 milhões. Entre elas, a implantação do Condomínio Tecnológico de Londrina, o Tecnocentro Londrina Tecnópolis, o Condomínio Industrial José Rich
a, apoio financeiro para ampliação da Santa Casa e a instalação do ILS no aeroporto (que permitirá operações em condições atmosféricas adversas). Se a Região Metropolitana conta com um ministro no Governo porque Paulo Bernardo é de Londrina há que aproveitar essa oportunidade, embora mesmo em outra circunstância não se invalida a salutar prática de reunir-se com as autoridades governamentais e apresentar-lhes os anseios e as opiniões das classes e dos cidadãos. O que muitas vezes não se obtém por via de apelos isolados ou apenas um memorial escrito, torna-se mais fácil no diálogo frente a frente, tornando possível e entendimento e o desmanche de eventuais equívocos e mal-entendidos. Um encontro anterior já havia acontecido com o ministro, e na próxima semana uma comissão irá ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para afinar alguns pontos, pois o BNDES deverá financiar alguns desses projetos. Entre os pedidos em andamento está também a instalação de um Porto Seco, em Londrina, e o ministro Paulo Bernardo irá igualmente interferir em favor desse pleito. Enfatiza-se que esta é a melhor forma de se alcançar objetivos, porque só é possível desviar os efeitos de crises políticas, como a ora vivida, por via da continuidade das lutas reivindicatórias e da indispensável presença, no corpo a corpo, ante os governantes, trazendo-os até as bases ou indo ao encontro deles. No caso do Norte do Paraná, a história é rica em procedimentos do gênero, e foi graças a essa política que tantas conquistas foram alcançadas e a infra-estrutura hoje existente chegou ao ponto onde está.





